sexta-feira, 5 de março de 2010

TODO

Todo





O ramo é um Todo na palma inteira do Momento
O Presente na terra em que meus dedos rasparam profundamente
Ao levantar o ramo diante de meu olhar semente
Erguê-lo ao sopro cálido da brisa nua no meu rosto de vento

Vai
Correndo
Minha mente
Um campo eterno
Não há para aonde fugir

Todos os cantos nos levam a algum Todo
Manhãs que atravessam Tardes até as Noites
Acasos jantados no destino dos pratos
Momentos agonizam por todo o tempo do Ato
Sabemos o que nos espera se não formos a ela
A eternidade se torna uma espera em vão de nada
O Nada se torna uma espera eterna de Tudo
E o ramo espera ser de novo um Todo

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