Deixo-te amar
Provar
A calmaria que há
No engenho mortal de nossa maquinaria
E até no trapézio solar já te vi lá
Embebida de luz vertendo cristais alquímicos
Sonhos nus e exauridos flutuam sedutores no ar
Damos a pousar enroscados numa flama espiral
Sobre as areias brancas de uma praia à beira (a)mar
Livres para passar o extinto tempo dos amantes
Devorando estrelas adormecidas
Colhendo dos cabelos da aurora, diamantes
E um uivo marinho navega o vento
Vindo ancorar uma benção em nossos pórticos corações
Velhas crianças do mar e da terra
Misturados numa só calmaria rodando pelas eras
terça-feira, 2 de março de 2010
CALMARIA
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